Crítica do filme Mad Max – A Estrada da Fúria

*Leonardo Resende - Especial para o Daiblog

Nos primeiros minutos de Mad Max – A Estrada da Fúria juntamente com os acordes pesados de Junkie XL, DJ holandês, pode-se notar que George Miller revitalizou a franquia em grande estilo e que as próximas duas horas provam que os adereços técnicos do diretor são sensacionais. Edição frenética, efeitos práticos, uso mínimo de efeitos especiais e atuações soberbas não suficientes para qualificar o novo filme da saga.

Começando pelos artifícios visuais que apetecem a atmosfera insana que os personagens ambientam. Um exemplo disso é a personificação do vilão, que é composto por uma armadura de acrílico com um aparelho que o ajuda a respirar. Este personagem, é o Immortan Joe, que no primeiro filme da franquia interpretou Toecutter, é responsável pelos cuidados da cidadela.

Além de cuidar do local onde todos vivem, Immortan tem suas ‘esposas’, que são usadas como barrigas postiças. Imperadora Furiosa, em uma missão de furto de gasolina em uma cidadela vizinha, escapa com as moças. A partir disso, todo o filme é desenvolvido. Perseguições e explosões são os acontecimentos mais frequentes.

O protagonista, obviamente, é Max Rockatansky, mas Charlize Theron dá tanta personalidade à sua Imperadora Furiosa, que é difícil prestar atenção na atuação de Tom Hardy. O vilão é outro aspecto que merece destaque, como citado, esse recurso é o mais icônico possível. Hardy consegue captar o que Gibson deixou, mas também cria um Max único.

A frase “Melhor filme de ação até agora” vai ser dita com muita frequência depois de uma sessão. E que os 30 anos de hiato da franquia foram mais que suficientes para trazer à nova geração um filme de ação estiloso e feito à moda antiga. Desculpem os fãs de Os Vingadores – A Era de Ultron, mas este último perto de Mad Max – A Estrada da Fúria parece sessão da tarde.

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Veja as três versões de O Loft

Bart De Pauw escreveu o roteiro de O Loft, filme que fala sobre um grupo de amigos que tem, em segredo, um apartamento onde podem trair suas esposas sem levantar maiores suspeitas. O problema começa quando, um dia, uma mulher aparece morta na cama. Fica aí a dúvida sobre quem cometeu o crime e até onde vão os limites da amizade entre eles.

O filme, de 2008, fez tanto sucesso que ganhou refilmagens em 2010 e em 2014 - esta última nas mãos do mesmo diretor (Erik Van Looy) e que foi lançada no Brasil pela California Filmes como Prazeres Mortais. Não confundir com o outro Prazeres Mortais (suspense adolescente sobre uma prática sexual violenta chamada donkey punch). Veja a seguir os trailer das três versões.

Loft versão 2008

Loft versão 2010

 Loft versão 2014 (Prazeres Mortais)

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Crítica de Casos de Amor à Tarde

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br

Hirugao ou Casos de Amor à Tarde é o nome de uma série japonesa que começa depois do matrimônio e do tal "felizes para sempre". A história gira em torno de duas mulheres em diferentes fases da vida conjugal. A primeira é a inocente Sawa Sasamoto (Aya Ueto, de Azumi), que vive um casamento morno que se transformou numa grande amizade. Com um marido que não pensa em sexo e dá mais atenção aos animais de estimação, ela passa os dias sem felicidade.

A outra, Rikako Takigawa (Michiko Kichise), mudou-se recentemente para o bairro de Sawa. Esposa do editor de uma popular revista e com um alto padrão de vida, ela aparenta ser a esposa perfeita. Cuida da casa e das duas filhas. Só que, nas horas vagas, sai com outros homens cadastrados num site de encontros. As vidas das duas tomam rumos decisivos depois que elas se conhecem.
Amigas e cúmplices, elas acabam dividindo os segredos. Sawa, até então fiel, é influenciada por Rikako, que é uma mulher mais madura e decidida, A trama mostra o que acontece com ambas, que se envolvem em relações extra-conjugais complicadas. Em sigilo, Sawa acaba se apaixonando por um professor universitário e tem a chance de experimentar um namoro impossível. Mas será possível recomeçar?
A série traz poucos personagens e se concentra na dupla feminina e nos desdobramentos dramáticos que as traições causam em suas famílias. Apesar de o assunto estar presente em várias produções, ele é tratado de uma forma diferente. Existe toda uma culpa e arrependimento de Sawa. E isso faz toda diferença, ainda mais por ser uma atração japonesa, que revela uma sociedade com outros costumes e valores.
O roteiro foi inspirado no clássico A Bela da Tarde e faz algumas referências ao filme de Buñuel. Com uma melancólica trilha sonora e uma fotografia bem ensoralada que causa a impressão que tudo acontece de tarde - período dos casos - a série prende a atenção pela boa atuação das atrizes principais e pelo suspense que permeia os episódios. Os encontros são escondidos, mas como as duas são casadas, elas vivem em constante perigo. Uma boa atração que faz refletir sobre a cumplicidade de um relacionamento e sobre a possibilidade de dar uma nova chance para o amor. Destaque para a conclusão, um tanto imprevisível e que, provavelmente, não irá agradar quem está acostumado com clichês.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja a seguir um vídeo da série com a música-tema de Casos de Amor à Tarde:


Hirugao: Heijitsu gogo 3 ji no koibitotachi (Japão, 2014) Com Aya Ueto, Michiko Kichise, Takumi Saitô, Ayumi Itô, Haruka Kinami, Hôka Kinoshita, Yasushi Fuchikami, Kôsuke Suzuki...

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