O Grande Gatsby é, provavelmente, o melhor romance americano já escrito. A consideração é do próprio autor, F. Scott Fitzgerald, e pode ser lida nas cartas dirigidas a seu editor, Maxwell Perkins, em nova edição da obra, publicada pelo Tordesilhas. Além de recuperar as cartas trocadas entre escritor e editor, o lançamento conta com prefácio de Fitzgerald à edição americana de 1934, posfácio de Alex Gilvarry e cronologia sobre a vida e a obra do autor.
Diferente do que Fitzgerald esperava,
O Grande Gatsby teve pouca repercussão na época do lançamento, em 1925, não repetindo o sucesso de seus antecessores, que logo se tornaram best-sellers. Apenas em 1934 o livro ganhou uma segunda edição, na qual o prefácio do autor denuncia sua decepção com a crítica. Para Fitzgerald, o objetivo dos críticos e dos editores era educar o público para apreciar uma obra original, premissa que ele julgava ter sido abandonada nos últimos tempos. Assim, se descreve no prefácio como um soldado solitário.
Apenas após a década de 1950
O Grande Gatsby foi reconhecido como uma obra-prima da literatura norte- americana, tornando-se currículo obrigatório nas escolas. Foi assim que Alex Gilvarry (autor de Nada Além da Verdade, publicado pelo Tordesilhas em 2012) estabeleceu seu primeiro contato com a obra de Fitzgerald, conforme conta no posfácio da presente edição.
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